Ano 14 • Edição 67 •  Abril, 2011

Editorial

ZFM - Histórico da fuga dos incentivos garantidos pela Constituição

Entender o que a Amazônia sempre representou na história e na economia da antiga Colônia, até os dias atuais, sem analisá-la no contexto mais amplo dos acontecimentos nacionais e internacionais advindos dos séculos passados é matéria fora do alcance da maioria, “daqueles” que buscam esse conhecimento, para justificar interesses particulares exógenos a ela contrários.

No século XVII não resultou evidenciado qualquer acontecimento de expressividade econômica privilegiando a Amazônia e o Pará colonial. O período foi destinado à conquista dos portugueses e à fundação de cidades, para garantir a integridade do território descoberto. O caráter mercantil, à época, ficava por conta das intenções de acumulação de riquezas por parte dos colonos e de algumas missões religiosas, quase sempre com a utilização forçada da mão-de-obra indígena.

No século XVIII já havia uma clara intenção de cobiça internacional sobre a Amazônia, que se tornava parte do processo de acumulação de capital do mercantilismo europeu, principalmente inglês, evidenciado através da exploração – e da exploração marginal – de produtos amazônicos, que eram deslocados para Portugal e, em seguida, para a Inglaterra. Nessa época o Pará não mantinha qualquer tipo de relacionamento econômico com o restante da Colônia.

Na segunda metade do século XIX ocorre o primeiro ciclo econômico da Amazônia, conhecido como Ciclo da Borracha – 1890 -1911, o qual compreende o período em que a Amazônia se apresentou como a maior produtora de borracha vegetal no mercado mundial. O acelerado aumento da procura do produto amazônico no mercado internacional, e o conseqüente aumento do preço, basicamente em função do desenvolvimento da indústria automobilística, fez com que a região apresentasse um acentuado crescimento econômico que produziu uma boa herança cultural, com destaque na criação de teatros, museus, transporte coletivo, iluminação pública, etc. e uma participação muito relevante no “PIB” nacional. Matéria completa em PDF